Hoje pela manhã, eu voltava a pé para casa e reparei num velho fusca, estacionado rente à guia, em frente ao meu prédio.
Esse carro já está ali, abandonado, faz muito tempo. Tanto tempo que juntou uma grossa camada de poeira em sua lataria. É um convite para a molecada deixar recados ou escrever o nome, como um registro para os passantes.
Não é só a sujeira que chama a atenção. Os pneus estão furados, a ferrugem já tomou conta de tudo e, o mais impressionante, há grama crescendo nos vãos dos paralelepípedos da rua, embaixo do velho Volkswagen.
Foi justamente as ervas daninhas crescendo sob o assoalho do veículo que me fizeram reparar de novo nesse automóvel esquecido por seu dono.
Isso porque o jardineiro que cuida das árvores e das plantas do meu condomínio resolveu podar a grama embaixo do carro.
Por que razão ele fez isso eu desconheço. Talvez, passado tanto tempo, esse automóvel que teima em permanecer às nossas vistas todos os dias tenha se tornado um patrimônio dos moradores do prédio, uma lembrança de velhos tempos em que circulava por aí.
Um dia, quem sabe, ele será levado na poeira do tempo, eu acorde e não o encontre mais. Por enquanto ele resiste firme. Faça chuva ou faça sol, ele se mantém lá, no mesmo lugar. E a grama deve voltar a crescer, em breve, sob seu assoalho.
quarta-feira, 18 de março de 2009
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